Um Natal e 2017 de Passinhos Solidários

Mais uma vez, compartilhamos os enfeites de nossa Árvore de Natal Solidária com vocês, queridos clientes amigos. Só que este ano, ao invés de desenhos, nossa Árvore Solidária será enfeitada com as mãozinhas e pezinhos dos pequenos artistas do Solar Meninos de Luz, de quem somos Padrinhos de Coração.

Que em 2017, os nossos passos sejam guiados por mais amor e menos intolerância, inspirados na pureza dos passinhos do pequeno João Pedro.

Conheça o belo trabalho do Solar Meninos de Luz (http://youtu.be/bfL5YOMZ4Vc), que atualmente atende 400 crianças e adolescentes das comunidades do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, em Copacabana, Rio de Janeiro e se quiser também se tornar um  Padrinho de Coração, acesse o link do Programa: http://www.meninosdeluz.org.br/doacao_padrinho.php

 Ou faça um depósito no Banco Itaú:

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Conta Corrente: 44924-5

Razão Social: Lar Paulo de Tarso - Solar Meninos de Luz

CNPJ: 29274131/0001-49

No Cinema com a Mídia apresenta "A Montanha dos Sete Abutres"

A Montanha dos 7 Abutres

Como prometido, estamos iniciando hoje o debate do segundo filme de nossa série "No Cinema com a Mídia : A Montanha dos Sete Abutres", em homenagem ao grande Kirk Douglas que completou 100 anos dia 9 de dezembro agora.

Como sempre, o post vem acompanhado da resenha elaborada pelo meu amigo cinéfilo Marcus Vinícius Nascimento, meu parceiro neste projeto ,que aproveita em seu texto para fazer uma bela homenagem a esse grande ator.

Como o filme é de 1951, você poderá assisti-lo aqui legendado. Bastando para isso clicar no link: http://megaboxfilmesonline.com/2015/06/assistir-a-montanha-dos-sete-abutres-legendado.html

Em seguida, seguem alguns questionamentos elaborados por mim, apenas para iniciar o debate com vocês, que como eu já disse é aberto não apenas aos profissionais de comunicação, mas a todos aqueles que têm interesse pelo papel da mídia, das fontes e que curtem um bom filme como nós.

O objetivo do debate dessa vez é discutir a cobertura sensacionalista por alguns profissionais de algumas crises... E o filme de 1951 mostra que isso sempre existiu.

Leia a resenha do Marcus, assista o filme e veja as minhas questões provocativas.

Aguardo os comentários de vocês aos meus questionamentos e sobre o filme em geral.

Bom Filme!!!

A MONTANHA DOS SETE ABUTRES

por Marcus Nascimento

"No cinema com a Midia" apresenta "A Montanha dos Sete Abutres"

100 anos de Kirk Douglas. E a mídia continua a mesma.

Ainda Pão e Circo, 65 anos depois de “A Montanha dos Sete Abutres”

No dia 9 de Dezembro passado, Kirk Douglas, talvez dos últimos ícones remanescentes da era de ouro de Hollywood, celebrou cem anos de uma vida dedicada ao oficio atuar. Douglas foi único por pautar sua carreira pela escolha de personagens fortes, mas também ambíguos, numa época onde era clara a distinção entre good e bad guys. Foi assim em “Spartacus” e em “Gloria Feita de Sangue”, coincidentemente dois de seus grandes filmes dirigidos por Stanley Kubrick, onde encarnou heróis que a despeito da grandeza de seus atos, eram humanos e não abdicavam da fraqueza e das tentações da espécie, sempre em momentos cruciais da história da humanidade. Nem sempre foi assim.

Em 1951, Kirk Douglas sai de sua zona de conforto e incorpora Charles Tatum, um dos maiores canalhas que o cinema americano produziu em “A Montanha dos Sete Abutres” dirigido pelo também mítico Billy Wilder. O cineasta do sistemão clássico dos estúdios de Hollywood, que alternava em sua carreira a opção por comédias e crônicas de costumes em pérolas clássicas como “Irma La Douce” e “O Pecado Mora ao Lado” com a crueza de dramas que abordavam conflitos éticos e sociais na descrição de tipos inescrupulosos e escroques, a exemplo da Norma Desmond vivida por Gloria Swanson de “Crepusculo dos Deuses, foca numa questão que parece ser imortal para o jornalismo, qualquer que seja a época: qual o preço de uma boa noticia ? Quanto vale um furo de reportagem e a busca pelo estrelato e se possível, um Pullitzer ? Até quando uma noticia deve ser esticada ?

Em dado momento da crônica amarga retratada com uma fluência visceral e em tom sempre acima, realçada pela onipresente e espetacular trilha sonora de Hugo Friedhofer, a personagem de Douglas comenta com seu assistente e pupilo numa viagem de carro a uma cidade nas proximidades de Albuquerque para cobrir um festival de caça a serpentes que o que vende jornal é noticia ruim. Tragédia, se possível. Coisa boa não reverbera nem chama atenção de leitores – ou seria uma ... plateia ? – nem catapulta a carreira de jornalista. Seguindo para cobrir o tal festival bizarro, o até então cosmopolita repórter decadente de veículos de Nova Iorque e Chicago, alcoólatra e manipulador dos fatos, naquela altura desempregado e sem credibilidade alguma e que consegue trabalho temporário num jornaleco de quinta numa cidade nos cafundós do Novo México, se depara com uma tragédia no meio do caminho: durante a escavação para a retirada de objetos sagrados indígenas do interior de uma montanha para vender em sua loja de souvenires de beira de estrada, um homem é soterrado com a ruptura da base do piso. Seria a maldição dos espíritos indígenas na montanha dos sete abutres.

Bingo ! Que festival de serpentes, que nada. O horror estava ali, pertinho. A estória da vida daquela localidade será a tragédia pessoal daquele jeca soterrado. O repórter escroque arma o circo que o povo e a mídia precisavam para sair do marasmo. Do nada, o local do acidente se transforma num ponto de romaria de autoridades, jornalistas, curiosos, turistas, empresários e toda a espécie de gente interessada em vivenciar o drama do infeliz soterrado. Mr. Tatum, claro, querendo estender ao máximo a cobertura de tudo aquilo para tirar proveito pessoal e politico junto a aliados mais do que suspeitos. E ainda tira casquinha da mulher da vitima ! Que canalha !

Parece que pouca coisa mudou de 1951 para cá, nao é ? Charles Tatum ainda assombra nosso jornalismo.

Do mais, parabéns Kirk Douglas !

 

DEBATE

Bom, vou aproveitar as próprias falas do personagem de Kirk Douglas no filme, o inescrupuloso repórter Charles Tatum, para ver se elas ainda são aplicadas hoje por alguns é claro, não pela totalidade da mídia:     

- Até que ponto hoje, para conseguir um grande furo, um repórter diria ao seu editor: “Cuido de pequenas e grandes notícias e se não tem nenhuma, saio e mordo um cachorro.”

- Será que hoje alguns repórteres, na hora da crise ainda estimulam uma fonte, como a esposa de um acidentado , a esquentar a matéria, como fez Tatum com a manchete:  “A esposa dilacerada pela dor tentando ficar perto de seu marido", o povo vai gostar mais?  

- Será que hoje seria possível convencer autoridades e equipes de salvamento a retardar o processo para ter uma melhor divulgação, ou entrar em um horário de um noticiário mais nobre como Tatum fez com o xerife e o engenheiro?

- E para fechar com o mais polêmico: Até que ponto alguns jornalistas hoje abririam mão da verdade e manipulariam a notícia em nome do que ele chamou “interesse humano”, ou seja, de uma maior audiência e/ou leitores, mesmo correndo o risco da perda da credibilidade?

 

No Cinema com a Mídia apresenta "Truth"

Como prometi, estamos iniciando hoje nossa série No Cinema com a Mídia com o filme Truth, que em português foi lançado com o título Conspiração e Poder, que não traduz tão bem a essência do filme.

A ideia do projeto, como eu havia explicado no post teaser, é debater o relacionamento e o funcionamento da mídia a partir de cenas de grandes filmes, não só sobre a imprensa, mas onde ela esteja presente, bem como debater algumas de suas peculiaridades.

Todos os posts virão com uma resenha do filme, como a abaixo, elaborada pelo meu amigo cinéfilo Marcus Vinícius Nascimento, meu parceiro neste projeto, seguida de alguns questionamentos elaborados por mim, apenas para iniciar o debate com vocês. O debate não é aberto apenas aos profissionais de comunicação, mas a todos aqueles que têm interesse pelo papel da mídia e das fontes, e que curtem um bom filme como nós.

Cabe, entretanto, ressaltar, até para não empobrecer o debate, que o objetivo não é discutir questões políticas, mesmo quando o filme tem uma temática política como Truth.

Leia a resenha do Marcus, veja as minhas questões, prepare a pipoca de micro-ondas e assista ao filme, que está ainda em exibição no Now e no Netflix, no escurinho do seu lar mesmo.

Aguardo os comentários de vocês aos meus questionamentos e sobre o filme em geral.

Bom Filme!!!

CONSPIRAÇÃO E PODER

por Marcus Nascimento

"Numa época em que a imprensa tem um papel fundamental no tratamento e posicionamento quanto às questões políticas e sociais que são vitais para o Brasil e o mundo em geral atualmente, cai como uma luva o tema abordado pelo eletrizante e pungente "Conspiração e Poder", "Truth", no original em inglês, título que sintetiza aquilo que é central no desenvolvimento da trama: o que é a verdade num contexto onde interesses econômicos e políticos, com o auxílio luxuoso da manipulação da mídia e o corporativismo acabam se sobrepondo aos fatos e à realidade.

Bem mais incisivo e dramático na abordagem do universo da mídia como um todo e do cotidiano de jornalistas em busca do "furo perfeito" do que, por exemplo, o recém-vitorioso do Oscar "Spotlight - Segredos Revelados", "Truth" não cai na armadilha de glamourizar a realidade da imprensa e dos repórteres em busca de notícias. Pelo contrário, disseca e revela a podridão que a máquina de interesses políticos e corporativos faz no processo de distorção da realidade com o bom e velho pressuposto de informar aquilo que as massas "precisam" saber.

No filme de James Vanderbilt, uma produtora de televisão e o âncora da rede norte-americana CBS, Dan Rather, em duas atuações primorosas de Cate Blanchet e Robert Redford, respectivamente, passam do céu ao inferno no intervalo de um dia entre a exibição de uma edição do "60 Minutes" que denunciava mais uma daquelas armações de George W. Bush durante a campanha eleitoral para sua reeleição em 2004, acusado de ter sido posto na Guarda Nacional como piloto por indicação política, de forma a escapar da guerra do Vietnã. Era "o furo".

Na verdade, um trunfo de material jornalístico embasado em documentos frágeis e que pela pressa dos executivos da CBS em levar o mais rapidamente possível o programa ao ar, não prescindiu de investigação mais apurada das fontes. O resultado foi que já no dia seguinte à exibição da bombástica edição do "60 Minutes", vários blogs, jornais e emissoras questionavam a legitimidade e veracidade dos memorandos do exército que evidenciavam a fraude de Bush. 

Começa, então, a via Crucis da equipe do "60 Minutes", que além do escrutínio da opinião pública, teve que passar pelo crivo de uma comissão de investigação interna montada pela CBS, liderada por... membros do partido republicano. Cabe lembrar que na época, a CBS acabara de ter seu controle acionário repassado ao grupo Viacom, holding com participação da família Bush. Nada mais a dizer...

Num tom ora vinculado aos grandes filmes de investigação jornalística dos anos 1970, como "Todos os Homens do Presidente" ou ainda mais próximo da abordagem da máquina manipuladora da televisão, destruidora de corações, mentes e reputações de "Rede de Intrigas", "Truth" triunfa na tese de que não há inocentes ou que prevaleça a verdade quando o assunto é... conquistar e consumar-se o poder. Atropela-se o bom senso e oferece-se o circo para a opinião pública. Isso numa época em que as redes sociais eram ferramentas de nerds para conquistas e namoro nas universidades americanas."

‘Truth’ é vibrante, atual, necessário e fascinante.”

marcusviniciusfn@yahoo.com.br

 

 DEBATE

Bom, esse filme poderia levantar uma série de questões importantes. Porém, eu vou me concentrar nas três que me parecem mais fundamentais:

- Até que ponto hoje, a necessidade de um cuidado extremo, inclusive com levantamento de provas originais, inviabiliza ou dificulta o “furo jornalístico”?

- Como se blindar das acusações nas redes sociais, que na época do filme tinham bem menos força do que hoje e mesmo assim provocaram todo um processo pesado de auditoria e a demissão da equipe do "60 Minutes"?

- Até que ponto os jornalistas hoje deveriam ser treinados para responder a esse tipo de questionamento jurídico nesse tipo de situação crítica onde não basta a notícia?

 

Por que parou? Parou por quê?

Não é de se estranhar que muitos tenham feito essas perguntas. Afinal, esse é o segundo post de 2016, ou seja, nove meses depois do primeiro. Dava para gerar um filho, escrever um livro, o Woody Allen fazer um ou dois filmes... , mas a Mônica Medina escreveu um post só.

Por mais que eu tenha assumido minhas dificuldades em ser blogueira, eu vinha em um ritmo bom. Mas confesso que depois daquele post de janeiro passado, comecei a ficar preocupada com a crescente onda de posts e comentários intolerantes com viés político nas redes sociais. E como o Blog só tinha o objetivo de levantar alguns temas para debate e reflexão, acabei achando melhor, preventivamente, dar um tempo até os ânimos se acalmarem, uma vez que o Blog é um canal aberto.

O tempo foi passando, e o fogo cruzado dos comentários intolerantes de todos os lados nas redes sociais não... Até que ontem recebi um post do meu amigo João Rached em seu novo site Crise e Mudança com o título genial: Um líder para Chamar deMeu. http://joaorached.com.br/um-lider-para-chamar-de-meu/

 

Comecei a ler achando que o gancho seria uma metáfora, como a canção do grande Erasmo Carlos Um homem para chamar de Seu, Mesmo que seja Eu na célebre interpretação da Marina Lima ou do Ney Matogrosso. O Rached me pegou pelo título, pois como ele mesmo confessou no texto, já lemos demais sobre gestão e liderança.

Só que quando comecei a ler o texto, para minha surpresa, o gancho era muito mais ousado do que a música do Erasmo. Rached analisa as lições de liderança que o  fim do primeiro turno das eleições municipais pelo Brasil deixa para os líderes e gestores nas empresas: “Não vou me aprofundar nos aspectos políticos, mas sim em como podemos tirar ensinamentos para as organizações de que fazemos parte. Não podemos passar por um processo tão importante como esse sem estudar esse fenômeno e comparar com o ambiente em que vivemos, como nossas empresas e nossas famílias...” E dá uma aula de liderança, com a maior elegância, sem entrar em questões partidárias.

E eu nove meses travada com medo de escrever... Mas  o João Rached é um Líder, com L maiúsculo! Eu tive o prazer de ser sua consultora, quando ele era vice-presidente de RH da Brasil Telecom e da Volkswagen. Ele também foi da linha de comando de outras empresas globais como Alcoa, Alpargatas e HSBC.

No final de agosto, Rached lançou seu primeiro livro, Dançando com o Urso, sobre negociações sindicais e com os empregados, que eu superrecomendo para todos que lidam com negociações sindicais, comunicação interna, processos de mudanças e crises corporativas!

Estive presente nos lançamentos de São Paulo e do Rio e o que mais me impressionou foi a emoção das pessoas que estavam lá. A maior parte ex-funcionáriosdas diversas empresas onde ele foi líder. O que mais se ouvia na fila de autógrafos era: “Eu não podia deixar de vir”, ”Que saudade do Rached lá na empresa”, “Bons tempos”... E todos eram recebidos com um abraço fraterno, a lembrança de um “causo”, de uma vitória compartilhada, de uma derrapada e virada do jogo...

No post, Rached diz: “Nas empresas onde trabalhei, percebi que as pessoas buscavam por liderança, muito mais do que os líderes buscavam por seguidores. As pessoas querem um líder para chamar de seu, que as inspire e mostre o porquê do caminho a ser trilhado”.

Bom, Rached, você pode até não ter buscado, mas as filas dos autógrafos do lançamento de Dançando com o Urso estavam repletas de seguidores! Ou seja, você foi escolhido por eles como “Um Líder para Chamar de Seu. Desde que seja o João Rached”.

2016:Um ano previsível?

Este é o primeiro post do ano. Feliz 2016! Todos dizem, e tudo leva a crer, que vai ser um ano difícil... Porém, por mais que façamos projeções, análises de cenários, a vida tem sempre a capacidade de nos surpreender para melhor ou para pior.

É bom tomar algumas ações preventivas para o cenário mais provável, nesse ano mais restritivo. Mas sempre temos que deixar uma janela aberta para a oportunidade de sermos surpreendidos e/ou para com criatividade surpreender o mercado.

Seria ótimo começar o ano como se assistíssemosao filme Os Oito Odiados, de Quentin Tarantino. Gostando ou não do seu estilo, uma coisa é certa: ninguém consegue prever o fim do filme e entender o enredo como um todo antes do final. Isso é muito bom, pois é estimulante e desafiador.

É claro que ele reúne um time de grandes atores como  Samuel L. Jackson, Tim Roth, Michael Madsen e Kurt Russell, além da trilha sonora do genial Ennio Morricone.

Mas  o maior mérito de Tarantino é saber surpreender o público com seus roteiros.

E é isso que precisamos fazer no dia a dia das empresas se quisermos que as pessoas se sintam motivadas, pois a mesmice, a repetição, a monotonia nas comunicações acabam com o clima organizacional, principalmente em tempos de crise, quando tudo já é mais lento como no tema do filme (não vou contar, para não estragar).

É bom deixar claro que estou me referindo apenas à técnica do roteiro e não à violência da temática dos filmes de Tarantino. Não é para sair atirando pelos corredores corporativos... rsrsrs.

Eu espero que o final de 2016 seja totalmente diferente daquele apresentado em Os Oito Odiados, mas não quero passar os 12 meses imobilizada pelo cenário das previsões pessimistas da crise. E vocês?

Convite Natal Solidário

A Diferencial compartilha com todos os nossos clientes amigos os enfeites da nossa Árvore de Natal, desenhados pelos pequenos do Solar Meninos de Luz, de quem temos a alegria de ser Padrinhos de Coração. Desejamos que 2016 seja repleto de amor e paz como nossos corações desenhados pelas crianças.

E se alguém quiser conhecer o belo trabalho e ser Padrinho de Coração do Solar Meninos de Luz, assista ao vídeo abaixo e como disse a menina Ágatha em seu alegre desenho: “Seja bem vindo”

Assista ao vídeo e saiba mais:

Ajude o Solar e faça parte desta família...

O Padrinho do Coração irradia energia, emana amor, boas vibraçõese contagia todas as ações do Solar. É a pessoa física que colabora  financeiramente e regularmente para a manutenção da instituição.

Após 23 anos de atividades, podemos dizer que os recursos dos Padrinhos são os mais preciosos, pois permitem o pagamento das despesas nãocobertas por parcerias.

 

Acesse o link do Programa:

 

 http://www.meninosdeluz.org.br/doacao_padrinho.php

 

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Razão Social: Lar Paulo de Tarso - Solar Meninos de Luz

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COMOCOMUNICAR AS DEMISSÕES EM UM CENÁRIO DE CRISE SEM PERSPECTIVAS DE RECOLOCAÇÃO?

Já desenvolvi vários processos de comunicação para grandes reestruturações e desligamentos em massa, devido a cenários de crise ou processos de privatizações e fusões de empresas.

Em todos eles, eu sempre reforcei a importância de não cair na tentação confortável de desenvolver campanhas de comunicação/motivação para os “sobreviventes”, mas sim de preparar e instrumentalizar os gestores para o desligamento das pessoas.

A forma ética e cuidadosa com que você trata quem está saindo nesses momentos é a melhor mensagem para quem fica, que sempre pensa: “Eu sou você amanhã”.

É nessas horas que demonstramos na prática aquele princípio do “respeito às pessoas”, presente na maioria das declarações de valores das empresas.

Mas ainda tem muita empresa, onde a cúpula tenta agilizar o processo de desligamento, com a justificativa da crise, e solicita uma campanha motivacional para a equipe que fica, a qual é lançada no dia seguinte aos desligamentos.

Meu advice é sempre alertar para o risco desse tipo de estratégia e tentar convencê-los da importância do trabalho de preparação dos gestores, inclusive simulando situações mais complexas, e elaborando respostas para questionamentos mais existenciais e emocionais.

Estamos vivenciando um momento de crise muito sério, com poucas oportunidades de recolocação no mercado, para o qual as pessoas que estão sendo desligadas vão muitas vezes ter que se reinventar e fazer mudanças profundas em suas vidas.

Uma notícia recente sobre um processo de demissão na Air France, quando um executivo teve que sair “escoltado” da reunião, demonstra bem esse cenário do qual estou falando.

http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2015/10/executivo-da-air-france-sai-escoltado-de-reuniao-sobre-demissoes.html

Portanto, é hora de muita preparação e cuidado nos processos de comunicação dos desligamentos. 

 

 

Blog

Como diminuir a invasão do trabalho  na sua vida pessoal?

 Quanto tempo sobra no seu dia a dia de trabalho para a vida pessoal? A resposta é fácil: muito pouco. Seja dentro das empresas ou no seu próprio negócio, todos estamos trabalhando muito mais do gostaríamos, com perdas significativas de qualidade de vida. 

Com o celular e o Skype, o mundo corporativo há muito transcendeu os limites da empresa. Você pode ser contatado, em qualquer lugar e a qualquer hora, nas mais diversas situações. 

Cabe ao executivo criar as vacinas de proteção ou um cordão sanitário para garantir alguns limites básicos. Mas como fazê-lo no mundo global, onde o fuso horário é cada vez mais ignorado? Onde o colega do Japão, que participa de uma mesma concorrência global que você, resolve trocar ideias às três da tarde lá na terra do sol nascente, ou seja, quando o sol ainda não nasceu para você.    

Mas o confuso fuso horário é apenas uma das causas da invasão corporativa na vida do indivíduo. Todos os espaços são invadidos, daí serem encaradas com naturalidade ligações de trabalho com o fundo musical da casa de festas Infantis, ou do secador de cabelo do salão de beleza ou da batucada do barzinho, ou do pancadão da academia e da boate.

Nenhum local é respeitado. Nem cinema, missa ou cemitério. O executivo se sente na obrigação de atender, ou digitar um SMS, nem que seja para dizer que não pode falar naquele momento. Talvez a única exceção seja o consultório do dentista, depois que você senta na cadeira e inicia o tratamento, por razões óbvias.

Se acrescentarmos a isso, as inúmeras viagens de negócios que adiam as comemorações do aniversário do filhote, do aniversário de casamento ou impedem a sua presença na festinha do maternal, entende-se o porque de tantos casamentos fracassados.

É nesse cenário também que surgem as famosas compensações institucionais, que buscam compensar demandas emocionais não atendidas com o cartão de crédito.

Mas como sempre quem mais sofre nesse processo são as crianças, que são compensadas da ausência dos pais com presentes maravilhosos, que além de não resolver a úlcera n’alma, ainda prejudicam a formação do jovem que começa a valorizar desde cedo mais o ter do que o ser.

E mesmo aqueles que são solteiros, sem filhos, têm suas vidas impactadas por esse ritmo frenético, seja na saúde, na impossibilidade dos encontros com os amigos ou de programações culturais. Ou seja, todos sem tempo para uma vida pessoal mais sadia em todos os sentidos.

A ideia deste post não é uma catarse deprê, mas compartilhar experiências criativas que minimizem o impacto desse cenário que infelizmente, até pela conjuntura econômica, é difícil de ser mudado. Vale tudo: da telecom de pijama ao yoga na hora do almoço. O que vocês sugerem?

BLOG

Com os desligamentos das empresas perdemos ou recuperamos a identidade  de nascença?

Neste momento de crise econômica, quando tantos altos executivos estão sendo demitidos, muitos estão sofrendo o problema da perda da identidade. Quantas vezes você foi apresentado ou apresentou um amigo como sendo o “Fulano da Empresa X”? O sobrenome corporativo é algo que acompanha nossa trajetória profissional. Não é fácil largar o possessivo “da empresa X”.

Daí o sentimento de perda de identidade, quando um executivo se aposenta e, principalmente, quando é demitido. O começar de novo, muitas vezes como consultor, acaba sendo retardado pelo fato de o executivo não saber como se apresentar ao mercado. O problema não é excesso de prudência, nem preguiça. É medo mesmo.

É natural que seja assim. O medo não é sinônimo de covardia ou de fraqueza, pois o executivo sempre pulou dos trampolins com a rede de proteção do mundo corporativo. Agora é um pulo solo.

Quando eu fiz esse movimento, ele foi voluntário e eu tinha 33 anos. Eu tinha a audácia e prepotência da juventude e a certeza de que se não desse certo era só voltar para o mundo corporativo. Porém, depois uma "certa idade" e de ter ocupado altos cargos e, principalmente, com a crise atual, o movimento pode não ter volta

Por mais brilhante que o profissional seja, ele muitas vezes tem dificuldade em se enxergar no mercado.  Esquece que é tão competente, que pode dar esse salto sem rede de proteção, pois mesmo que caia mal, não vai se quebrar.

O mais difícil é como se apresentar de novo ao mercado sem o sobrenome corporativo. Que tipo de negócio ou consultoria abrir, que nome dar ao novo empreendimento, com que cargo se intitular.

É claro que existem exceções em que o executivo sabe exatamente o que quer. Normalmente, isso acontece quando o profissional tem plena consciência da sua importância, e consegue visualizar o que o mercado precisa e como reinventar-se.

Mas na maioria das vezes, vejo o colega patinando como um principiante, até o momento em que ele recupera a sua identidade, o seu sobrenome real, não institucional, aquele que estava na ficha do berçário. Então descobre que é realmente um renascer e que muitas vezes  o seu próprio sobrenome é muito maior do que o sobrenome corporativo, o qual é transitório.

 

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Existe Espaço para a Emoção no Mundo Corporativo?

No meu último post, com o título,Quando a reputação da Empresa vai para o CTI,o amigo Josier Vilar, empresário na área de saúde, comentou sobre a importância dos gestores da área de saúde “conduzirem os problemas com método e disciplina, sem perder a compaixão, fundamento essencial da medicina.” Então veio a ideia de debater com vocês sobre como a cada dia fica mais difícil preservar nossa dimensão humana no universo corporativo como um todo, não apenas na área de saúde.

Realmente, a falta de tempo, o excesso de desafios e as estruturas organizacionais tão enxutas, que já desidrataram, não deixam espaço para a emoção conviver sadiamente com a razão nas organizações. Como é triste ver líderes mais humanos serem obrigados pelo sistema a vestir armaduras, esconder a pele, para alcançar metas quase impossíveis e competir por mercados já saturados, com aqueles que, há muito tempo, já têm o corpo revestido de aço inox.

Mas tem horas que os desafios organizacionais demandam decisões que têm que levar em conta a dimensão humana e emocional. Essas decisões esbarram nos processos, fluxogramas e checklists do mundo corporativo e geram insegurança nos executivos acostumados ao pragmatismo dos modelos. 

Decisões sobre como fazer o desligamento de colaboradores em um processo de reestruturação, ou sobre como responder às demandas de líderes comunitários, ambientalistas, pescadores, lojistas, índios, quilombolas, e outras pessoas comuns impactadas, ou com a percepção de terem sido impactadas pelas empresas podem ser pouco estratégicas e até desastrosas, se não levarem em consideração também a dimensão humana e emocional. 

É claro que a razão tem que estar sempre presente nos processos decisórios, mas é a emoção que vai sinalizar a hora de flexibilizar, mesmo não sendo, por exemplo, juridicamente responsável por uma determinada demanda da comunidade, atendê-la por liberalidade. Isso tem que ser feito sempre com o cuidado de não assumir a responsabilidade por um impacto que não foi causado pela empresa e criar um precedente indesejável, o que é totalmente possível . 

O grande desafio hoje é convencer os executivos treinados e  acostumados aos modelos mais pragmáticos, a tirar a armadura corporativa, hidratar a pele, para com a emoção quebrar os modelos e paradigmas organizacionais nessas horas. Como resolver essa dificuldade? Com novos treinamentos? Revendo os processos seletivos? Reconhecendo os líderes mais humanos?...

Este post é apenas para iniciar o debate e a troca de experiências e ideias  com vocês!

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QUANDO A REPUTAÇÃO DA EMPRESA VAI PARA O CTI 

Hoje, quando falamos de boas práticas de governança corporativa não podemos esquecer da capacidade das empresas em evitar e gerenciar crises operacionais e reputacionais, já que estas podem impactar a percepção positiva quanto a responsabilidade sócio-ambiental das corporações. 

Há 12 anos, dedico grande parte do meu tempo ao planejamento e implantação de processos de prevenção e gerenciamento de crises de meus clientes dos mais diversos setores empresariais.

 De certa forma, a minha profissão tem muitas semelhanças com a de vários especialistas da área de saúde. As crises – como os infartos, os trabalhos de parto, as convulsões – não têm hora marcada para acontecer. Mas, é claro que, até para agravar as suas soluções elas costumam começar de madrugada, nos finais de semana e vésperas de feriados. 

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O relacionamento com a mídia não é muito diferente de outras relações que estabelecemos ao longo de nossas vidas. O sucesso desse processo, como em toda relação, depende da capacidade de entendermos como pensa e o que move o outro.

Toda vez que inicio um media training ou uma palestra sobre o relacionamento com jornalistas, deixo claro para os participantes, que meu papel não é defender nem acusar a conduta dos jornalistas, mas apenas mostrar como eles são e como desempenham seu trabalho. Não há como estabelecer uma relação positiva, partindo de idéias pré-concebidas, premissas romantizadas ou teorias conspiratórias.

O jornalista tem as mesmas aspirações de qualquer profissional. Quer desenvolver um bom trabalho, ser reconhecido, viajar com a família nas férias, trocar de carro... Partir do pressuposto que aquele profissional é movido apenas por ideologia ou que sua razão de viver é persegui-lo ou destruir a imagem de sua empresa é, no mínimo, excesso de auto-referência.

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Eu Blogueira

Hoje começo um novo desafio depois de mais de 30 anos de profissão: ser blogueira. Eu sempre escrevi muito: estratégias, releases, discursos, roteiros de vídeo, artigos, crônicas, livros. Qual o desafio então? Não dominar ainda a técnica. Meus textos ainda são longos demais, intimistas demais, sem falar no desconhecimento do processo e jargão da área. Quando o amigo Guilherme Barreira, que está me orientando, falou que eu precisava de técnicas de SEO (Search Engine Optimization) no site, eu brinquei que entendi que eu ia ter que contratar um CEO (Chief Executive Officer).  Ou seja, é sim um grande desafio, que  vocês vão acompanhar e, espero, ajudar a superá-lo, com suas críticas construtivas.

No início da Diferencial, toda vez que algum cliente me demandava uma solução com base de TI, eu consultava o querido CAT, Carlos Alberto Texeira, que sempre ajudava a estrategista jurássica aqui.

Portanto, desde já, para compensar possíveis derrapadas no processo, eu deixo de presente, para aqueles que quiserem ler, o meu livro Humano Institucionais - Cônicas do Universo Executivo. Basta clicar o botão de download na capa do livro. Não se assustem, pois ele é bem fino!

Para inaugurar nossa troca de ideias, publico dois posts, que são “resumos” de textos que publiquei em outros dois livros. Eles são apenas o pretexto, o pontapé inicial para a discussão de temas sempre polêmicos no mundo corporativo. É o debate com vocês que vai tornar este Blog diferenciado!

 

Clique no botão abaixo e faça o download do livro

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