Blog

Como diminuir a invasão do trabalho  na sua vida pessoal?

 Quanto tempo sobra no seu dia a dia de trabalho para a vida pessoal? A resposta é fácil: muito pouco. Seja dentro das empresas ou no seu próprio negócio, todos estamos trabalhando muito mais do gostaríamos, com perdas significativas de qualidade de vida. 

Com o celular e o Skype, o mundo corporativo há muito transcendeu os limites da empresa. Você pode ser contatado, em qualquer lugar e a qualquer hora, nas mais diversas situações. 

Cabe ao executivo criar as vacinas de proteção ou um cordão sanitário para garantir alguns limites básicos. Mas como fazê-lo no mundo global, onde o fuso horário é cada vez mais ignorado? Onde o colega do Japão, que participa de uma mesma concorrência global que você, resolve trocar ideias às três da tarde lá na terra do sol nascente, ou seja, quando o sol ainda não nasceu para você.    

Mas o confuso fuso horário é apenas uma das causas da invasão corporativa na vida do indivíduo. Todos os espaços são invadidos, daí serem encaradas com naturalidade ligações de trabalho com o fundo musical da casa de festas Infantis, ou do secador de cabelo do salão de beleza ou da batucada do barzinho, ou do pancadão da academia e da boate.

Nenhum local é respeitado. Nem cinema, missa ou cemitério. O executivo se sente na obrigação de atender, ou digitar um SMS, nem que seja para dizer que não pode falar naquele momento. Talvez a única exceção seja o consultório do dentista, depois que você senta na cadeira e inicia o tratamento, por razões óbvias.

Se acrescentarmos a isso, as inúmeras viagens de negócios que adiam as comemorações do aniversário do filhote, do aniversário de casamento ou impedem a sua presença na festinha do maternal, entende-se o porque de tantos casamentos fracassados.

É nesse cenário também que surgem as famosas compensações institucionais, que buscam compensar demandas emocionais não atendidas com o cartão de crédito.

Mas como sempre quem mais sofre nesse processo são as crianças, que são compensadas da ausência dos pais com presentes maravilhosos, que além de não resolver a úlcera n’alma, ainda prejudicam a formação do jovem que começa a valorizar desde cedo mais o ter do que o ser.

E mesmo aqueles que são solteiros, sem filhos, têm suas vidas impactadas por esse ritmo frenético, seja na saúde, na impossibilidade dos encontros com os amigos ou de programações culturais. Ou seja, todos sem tempo para uma vida pessoal mais sadia em todos os sentidos.

A ideia deste post não é uma catarse deprê, mas compartilhar experiências criativas que minimizem o impacto desse cenário que infelizmente, até pela conjuntura econômica, é difícil de ser mudado. Vale tudo: da telecom de pijama ao yoga na hora do almoço. O que vocês sugerem?