Por que parou? Parou por quê?

Não é de se estranhar que muitos tenham feito essas perguntas. Afinal, esse é o segundo post de 2016, ou seja, nove meses depois do primeiro. Dava para gerar um filho, escrever um livro, o Woody Allen fazer um ou dois filmes... , mas a Mônica Medina escreveu um post só.

Por mais que eu tenha assumido minhas dificuldades em ser blogueira, eu vinha em um ritmo bom. Mas confesso que depois daquele post de janeiro passado, comecei a ficar preocupada com a crescente onda de posts e comentários intolerantes com viés político nas redes sociais. E como o Blog só tinha o objetivo de levantar alguns temas para debate e reflexão, acabei achando melhor, preventivamente, dar um tempo até os ânimos se acalmarem, uma vez que o Blog é um canal aberto.

O tempo foi passando, e o fogo cruzado dos comentários intolerantes de todos os lados nas redes sociais não... Até que ontem recebi um post do meu amigo João Rached em seu novo site Crise e Mudança com o título genial: Um líder para Chamar deMeu. http://joaorached.com.br/um-lider-para-chamar-de-meu/

 

Comecei a ler achando que o gancho seria uma metáfora, como a canção do grande Erasmo Carlos Um homem para chamar de Seu, Mesmo que seja Eu na célebre interpretação da Marina Lima ou do Ney Matogrosso. O Rached me pegou pelo título, pois como ele mesmo confessou no texto, já lemos demais sobre gestão e liderança.

Só que quando comecei a ler o texto, para minha surpresa, o gancho era muito mais ousado do que a música do Erasmo. Rached analisa as lições de liderança que o  fim do primeiro turno das eleições municipais pelo Brasil deixa para os líderes e gestores nas empresas: “Não vou me aprofundar nos aspectos políticos, mas sim em como podemos tirar ensinamentos para as organizações de que fazemos parte. Não podemos passar por um processo tão importante como esse sem estudar esse fenômeno e comparar com o ambiente em que vivemos, como nossas empresas e nossas famílias...” E dá uma aula de liderança, com a maior elegância, sem entrar em questões partidárias.

E eu nove meses travada com medo de escrever... Mas  o João Rached é um Líder, com L maiúsculo! Eu tive o prazer de ser sua consultora, quando ele era vice-presidente de RH da Brasil Telecom e da Volkswagen. Ele também foi da linha de comando de outras empresas globais como Alcoa, Alpargatas e HSBC.

No final de agosto, Rached lançou seu primeiro livro, Dançando com o Urso, sobre negociações sindicais e com os empregados, que eu superrecomendo para todos que lidam com negociações sindicais, comunicação interna, processos de mudanças e crises corporativas!

Estive presente nos lançamentos de São Paulo e do Rio e o que mais me impressionou foi a emoção das pessoas que estavam lá. A maior parte ex-funcionáriosdas diversas empresas onde ele foi líder. O que mais se ouvia na fila de autógrafos era: “Eu não podia deixar de vir”, ”Que saudade do Rached lá na empresa”, “Bons tempos”... E todos eram recebidos com um abraço fraterno, a lembrança de um “causo”, de uma vitória compartilhada, de uma derrapada e virada do jogo...

No post, Rached diz: “Nas empresas onde trabalhei, percebi que as pessoas buscavam por liderança, muito mais do que os líderes buscavam por seguidores. As pessoas querem um líder para chamar de seu, que as inspire e mostre o porquê do caminho a ser trilhado”.

Bom, Rached, você pode até não ter buscado, mas as filas dos autógrafos do lançamento de Dançando com o Urso estavam repletas de seguidores! Ou seja, você foi escolhido por eles como “Um Líder para Chamar de Seu. Desde que seja o João Rached”.